MACAPÁ, 19/12/1999
Essas duas primeiras semanas após o falecimento do papai estão sendo difícil para todos nós aqui em casa. Uma coisa era saber que ele sempre voltava depois de uma viagem, e outra é saber que a viagem que ele fez foi definitiva. Se quisermos vê-lo um dia, teremos que morrer para nos encontrarmos e ficarmos juntos para sempre.
Dou graças a Deus por minha mãe ter se libertado através do Terço da Libertação das falsas doutrinas do espiritismo, que ela trouxe dos seus antepassados e que muitos ainda praticam na família dela. Que o Senhor tenha misericórdia!
É preciso voltar à realidade! Estamos vivos! Lembro do papai quando vivo, após o velório do pai dele, o meu avô. Papai nunca se entregou, sofreu muitas vezes calado, no silêncio do seu coração. Eu nunca disse a ele, mas eu sofria junto com ele, pensando o que se passava na sua mente e no seu coração. Ele foi um filho obediente, que sempre esteve ao lado do meu avô. Era o filho mais velho, era o apaziguador na família. Foi tachado pejorativamente muitas vezes de “santo” (que graça) e o foi!
Viveu intensamente a vida e a família! Nunca soube de algum ato errado que tenha cometido com alguém. Sempre o vi sendo um homem justo, fiel a Deus e aos outros. Todos os seus compromissos eram honrados sagradamente. Foi a cópia do pai dele! Foram duas pessoas justas e amorosas que passaram na minha vida. Jamais permitirei que alguém desonre nenhum dos dois enquanto vida eu tiver.
Hoje fui ao programa de Rádio Jesus Está Vivo. Precisava estar com meus irmãos, evangelizar através do rádio. Foi muito bom, a pregação ficou por minha conta e muitos ouvintes souberam o que aconteceu com a minha família pelo falecimento do papai e participaram direto pelo telefone para me dar as condolências.
Isso fortalece o coração e aí a gente percebe que nunca estamos sós! Deus sempre olha e põem intercessores por nós, que acreditam no Amor Infinito da Trindade Santa.
Todos os dias levanto pela manhã porque é o Senhor que me sustenta, sustenta minha mãe, minha família! Mas a vontade que tenho é de ficar na cama. Mas não posso me dar a essa derrota! Tenho que anunciar Jesus! Foi pra isso que ele me escolheu! Deus seja louvado!
Sou S.Dias,solteira, moro em Macapá,Estado do Amapá. Tenho 2 filhos, moro com minha família, sou Bacharel em Turismo e membro atuante da Renovação Carismática Católica - RCC como Núcleo Formador da EPA-RCC/AP, sócia da RCC e sócia da Canção Nova.
Quem sou eu
- Simonevangeliza
- Macapá, Amapá, Brazil
- Alguém que descobriu que é amada incondicionalmente por Deus, e que nada pode me separar do Seu Amor! Alguém que rindo ou chorando quer continuar caminhando com Jesus na estrada que vai dar rumo ao Céu, e que não se importa de ser chamada de lunática, visionária, fanática etc por Segui-lo. Amém.
terça-feira, 1 de junho de 2010
O ENCONTRO - 1999
DIA 09/12/1999
Amanheci com a idéia fixa de voltar ao rio para procurar mais uma vez o corpo do meu pai. Agora estava certa que ele não sobrevivera. E tinha a certeza no coração que Nossa Senhora iria me mostrar o caminho.
Saí as 07h30min. com os irmãos de caminhada e resolvemos descer agora bem em frente da cidade. Ontem como foi feriado por causa do dia de Nossa Senhora da Conceição, pela parte a da manhã o rio permaneceu seco nas margens, e o povo aproveitou para tomar banho de sol, jogar vôlei, futebol, ou seja, aproveitaram o feriado para se divertir.
Descemos as escadas que fica ao lado do Trapiche Eliezer Levy, um ponto turístico da cidade, e começamos a andar na praia.
De repente, eu avisto bem próximo da água, urubus! Meu coração se inquietou! Ficou pequeno, e eu comecei a falar que o corpo do meu pai estava perto! Ninguém acreditava! Eu cria nisso!
Eu dizia que se têm urubus por perto, é porque algo que está estragado ou estragando atraí a sua atenção! Eu comecei a correr em direção a eles e minha prima Patrícia dizia que não tinha nada ali e muito menos era o meu pai. Eu não queria saber, queria estar o mais próximo possível deles.
Quando me aproximei vi que não havia nada perto deles, mas meus olhos me levaram a um ângulo de 360º em direção a muitas árvores de aturiá que existem em frente da cidade.
Vi meu pai sentado, preso aos galhos de uma dessas árvores! Saí correndo e gritando desesperada que era o meu pai, e ninguém conseguia ver, até que quando perceberam, eu já estava me aproximando do seu corpo inerte! Quando eu ia abraçá-lo, fui agarrada pelo Robson, tio do meu filho, que também tivera a mesma imagem pelo outro lado das árvores, juntamente com um pescador e o corpo de bombeiros!
Papai estava sem as camisas que vestia, apenas de bermuda! Estava sentado com os braços trançados em um galho, com a cabeça reclinada para trás, olhos a fitar o céu, como se estivesse descansando, a espera de socorro! Estava o seu corpo entrando em decomposição.
Foi umas das cenas mais tristes que senti, não era ninguém que eu não conhecesse! Era o meu pai, o meu “lobão” amado! Que dor, que vazio imenso meu coração, meu espírito sentia! Mas foi quando eu não tinha mais forças que novamente o Espírito Santo me levantou! Então me ajoelhei e todos repetiram o gesto e fizemos um grande louvor de agradecimento a Deus, por ter nos devolvido pelo menos o corpo do meu pai. Agradecemos a Nossa Senhora pela Sua intercessão naquelas horas tão difíceis de angústias, de medo, de solidão!
O corpo de bombeiros começou a retirar o meu pai daquela árvore. Primeiro cortaram os galhos que o prendiam, depois quebraram as suas pernas para pô-lo na maca e levá-lo a POLITEC – Polícia Técnica Cientifica. Liguei para minha mãe para comunicar que nós tínhamos encontrado o papai. Só saí depois que os bombeiros foram embora com ele.
Voltamos pra casa. Mudei de roupa, peguei os documentos dele e os meus e fui fazer o reconhecimento do seu corpo e providenciar com o Robson e o Rogério o seu velório e enterro, ainda para a mesma tarde, pois como o corpo estava se decompondo, fomos orientados a enterrá-lo antes da 14h00min. Vi também quando retiram as vísceras do meu pai e as levaram em um saco para jogar fora. Prepararam o seu corpo e depois liberaram para o enterro.
O VELÓRIO – 09/12/1999
Tudo tinha que ser feito muito rápido!Isso me fez lembrar a pressa em matar Jesus Cristo e enterrá-lo antes da Páscoa!A diferença é que meu pai não iria salvar ninguém e nem ressuscitar!
Trouxemos seu corpo e o pusemos na calçada de casa. O mau cheiro exalava, mesmo ele estando em caixão de zinco e lacrado!Fomos orientados pelos legistas a não velá-lo dentro de casa, sob o risco de contaminação e doenças sobre nós.
O Pe. Paulo fez a encomenda do corpo e oramos juntos. Nos despedimos do papai e seguimos para o cemitério. Ali foram prestadas as últimas homenagens dos amigos e parentes e aos poucos iam embora só restando os mais íntimos e os que sofrem com a gente a dor de ter perdido alguém tão amado e tão querido!
As 17h00min. tudo estava acabado! Se meu pai morreu por falta de obediência, por negligência ou por que era chegada há sua hora, só saberemos quando estiver com Deus, na glória! Mas será que isso terá importância lá? Com certeza não vamos sentir mais estás tristezas deste mundo cão! Graças a Deus!
Agora acabou a angústia da espera! Meu pai morreu e isto é um fato, e só restou a certeza do Eterno! Louvado sejas meu Deus!
Amanheci com a idéia fixa de voltar ao rio para procurar mais uma vez o corpo do meu pai. Agora estava certa que ele não sobrevivera. E tinha a certeza no coração que Nossa Senhora iria me mostrar o caminho.
Saí as 07h30min. com os irmãos de caminhada e resolvemos descer agora bem em frente da cidade. Ontem como foi feriado por causa do dia de Nossa Senhora da Conceição, pela parte a da manhã o rio permaneceu seco nas margens, e o povo aproveitou para tomar banho de sol, jogar vôlei, futebol, ou seja, aproveitaram o feriado para se divertir.
Descemos as escadas que fica ao lado do Trapiche Eliezer Levy, um ponto turístico da cidade, e começamos a andar na praia.
De repente, eu avisto bem próximo da água, urubus! Meu coração se inquietou! Ficou pequeno, e eu comecei a falar que o corpo do meu pai estava perto! Ninguém acreditava! Eu cria nisso!
Eu dizia que se têm urubus por perto, é porque algo que está estragado ou estragando atraí a sua atenção! Eu comecei a correr em direção a eles e minha prima Patrícia dizia que não tinha nada ali e muito menos era o meu pai. Eu não queria saber, queria estar o mais próximo possível deles.
Quando me aproximei vi que não havia nada perto deles, mas meus olhos me levaram a um ângulo de 360º em direção a muitas árvores de aturiá que existem em frente da cidade.
Vi meu pai sentado, preso aos galhos de uma dessas árvores! Saí correndo e gritando desesperada que era o meu pai, e ninguém conseguia ver, até que quando perceberam, eu já estava me aproximando do seu corpo inerte! Quando eu ia abraçá-lo, fui agarrada pelo Robson, tio do meu filho, que também tivera a mesma imagem pelo outro lado das árvores, juntamente com um pescador e o corpo de bombeiros!
Papai estava sem as camisas que vestia, apenas de bermuda! Estava sentado com os braços trançados em um galho, com a cabeça reclinada para trás, olhos a fitar o céu, como se estivesse descansando, a espera de socorro! Estava o seu corpo entrando em decomposição.
Foi umas das cenas mais tristes que senti, não era ninguém que eu não conhecesse! Era o meu pai, o meu “lobão” amado! Que dor, que vazio imenso meu coração, meu espírito sentia! Mas foi quando eu não tinha mais forças que novamente o Espírito Santo me levantou! Então me ajoelhei e todos repetiram o gesto e fizemos um grande louvor de agradecimento a Deus, por ter nos devolvido pelo menos o corpo do meu pai. Agradecemos a Nossa Senhora pela Sua intercessão naquelas horas tão difíceis de angústias, de medo, de solidão!
O corpo de bombeiros começou a retirar o meu pai daquela árvore. Primeiro cortaram os galhos que o prendiam, depois quebraram as suas pernas para pô-lo na maca e levá-lo a POLITEC – Polícia Técnica Cientifica. Liguei para minha mãe para comunicar que nós tínhamos encontrado o papai. Só saí depois que os bombeiros foram embora com ele.
Voltamos pra casa. Mudei de roupa, peguei os documentos dele e os meus e fui fazer o reconhecimento do seu corpo e providenciar com o Robson e o Rogério o seu velório e enterro, ainda para a mesma tarde, pois como o corpo estava se decompondo, fomos orientados a enterrá-lo antes da 14h00min. Vi também quando retiram as vísceras do meu pai e as levaram em um saco para jogar fora. Prepararam o seu corpo e depois liberaram para o enterro.
O VELÓRIO – 09/12/1999
Tudo tinha que ser feito muito rápido!Isso me fez lembrar a pressa em matar Jesus Cristo e enterrá-lo antes da Páscoa!A diferença é que meu pai não iria salvar ninguém e nem ressuscitar!
Trouxemos seu corpo e o pusemos na calçada de casa. O mau cheiro exalava, mesmo ele estando em caixão de zinco e lacrado!Fomos orientados pelos legistas a não velá-lo dentro de casa, sob o risco de contaminação e doenças sobre nós.
O Pe. Paulo fez a encomenda do corpo e oramos juntos. Nos despedimos do papai e seguimos para o cemitério. Ali foram prestadas as últimas homenagens dos amigos e parentes e aos poucos iam embora só restando os mais íntimos e os que sofrem com a gente a dor de ter perdido alguém tão amado e tão querido!
As 17h00min. tudo estava acabado! Se meu pai morreu por falta de obediência, por negligência ou por que era chegada há sua hora, só saberemos quando estiver com Deus, na glória! Mas será que isso terá importância lá? Com certeza não vamos sentir mais estás tristezas deste mundo cão! Graças a Deus!
Agora acabou a angústia da espera! Meu pai morreu e isto é um fato, e só restou a certeza do Eterno! Louvado sejas meu Deus!
O RIO AMAZONAS – 08/12/1999

Quem não conhece o Rio Amazonas precisa um dia conhecer! Ele é lindo, caudaloso, com suas águas ora barrentas, ora transparentes ao longo de seu curso! Mas poucos sabem com que fúria ele fica quando se agita! Apenas quem se arrisca a navegá-lo, a desbravá-lo, a tirar dele o seu meio de vida! Meus antepassados todos conheceram, eu o conheço, os caboclos, aqueles que a sociedade 90% por cento rejeita, o conhecem!
Eu praticamente nasci tomando banho às margens desse imenso Rio-mar!Nas fazendas de minha família ele sempre está em alguma extensão de seus braços! Em frente da nossa cidade de Macapá, que fica localizada a sua margem esquerda, ele se faz imponente, atraí milhares de turistas, de crianças, de pessoas que não estão acostumadas a tomarem banho nas suas águas barrentas que a pororoca faz lá próximo ao Oceano Atlântico e chega nestas condições até nós!
Quando é tempo de lua cheia, especialmente no mês de março, sua imponência se mostra ímpar, pois suas águas crescem muito e quase nem se avista direito a outra margem do rio, parece que fica muito longe!
Os turistas e as “dondocas da sociedade” tiram fotos, fazem poses em frente a ele, ás vezes até tomam banho, mas logo correm a passar nos corpos o melhor hidratante para não enrugar a pele ou maltratá-la! Quanta futilidade! Não conseguem perceber o valor que ele tem! Só olham a aparência! A essência?! Bom, nem mais sabem o significado da palavra, quanto mais do Rio!Misericórdia Senhor! Misericórdia por nossas futilidades e indiferenças!
Eu praticamente nasci tomando banho às margens desse imenso Rio-mar!Nas fazendas de minha família ele sempre está em alguma extensão de seus braços! Em frente da nossa cidade de Macapá, que fica localizada a sua margem esquerda, ele se faz imponente, atraí milhares de turistas, de crianças, de pessoas que não estão acostumadas a tomarem banho nas suas águas barrentas que a pororoca faz lá próximo ao Oceano Atlântico e chega nestas condições até nós!
Quando é tempo de lua cheia, especialmente no mês de março, sua imponência se mostra ímpar, pois suas águas crescem muito e quase nem se avista direito a outra margem do rio, parece que fica muito longe!
Os turistas e as “dondocas da sociedade” tiram fotos, fazem poses em frente a ele, ás vezes até tomam banho, mas logo correm a passar nos corpos o melhor hidratante para não enrugar a pele ou maltratá-la! Quanta futilidade! Não conseguem perceber o valor que ele tem! Só olham a aparência! A essência?! Bom, nem mais sabem o significado da palavra, quanto mais do Rio!Misericórdia Senhor! Misericórdia por nossas futilidades e indiferenças!
O CENÁRIO:
Assim o Rio Amazonas se torna o cenário principal da história da minha família:
Como a maré estava secando, boa parte do rio estava com suas margens já de fora. Então descemos as escadas da beira rio, já no final da orla do bairro Perpétuo Socorro e saímos a procurar em baixo de paus que são trazidos pelas águas e embaixo das árvores. Andávamos pela praia que se forma quando as água baixam, de terço nas mãos, rezando sem parar a Nossa Senhora para que ela nos mostrasse onde estava o meu pai vivo, ou o seu corpo. Era humanamente impossível que ele estivesse vivo! Não podíamos perder as esperanças.
Eram por volta das 08h00min quando começamos nossas buscas. Cada esconderijo do rio era verificado nos mínimos detalhes, pois não podíamos deixar nada passar em branco. Mas nada! Não tínhamos sinal nenhum! Era frustrante e ao mesmo tempo lá no íntimo de cada um de nós, nascia à esperança novamente!
Andamos por mais de seis horas e resolvemos voltar para a cidade, logo a maré encheria e poderíamos ficar ilhados em algum ponto da praia.
Já pela parte da tarde, não havia mais o que fazer por nossa equipe. Agora era esperar os grupos de amigos, de parentes e do corpo de bombeiros para ver se tinham notícias melhores que as nossa. A maré estava cheia novamente e só o resgate agora é que poderia continuar com as buscas.
O terço continuava a ser feito com Nossa Senhora. Eu tive uma visualização que nossa Mãe Maria, segurava em suas mãos um grande coração em uma redoma de vidro e a Lindalva confirmava dizendo que aquele coração era o de Jesus que sustentava a todos nós em seu Sacratíssimo coração!Que estávamos todos sendo protegidos e amparados por Jesus!
Ninguém arredou o pé da nossa casa, e mais gente iam chegando! Muitos curiosos, os meios de comunicação, todos queriam saber o desfecho da nossa triste história.
Anoiteceu! O Pe. Paulo Roberto marcou uma celebração em casa para as 18h00min e um Ofício para Nossa Senhora, e pediu a ela que nos mostrasse ou trouxesse o corpo do meu pai para ser dignamente velado e enterrado, como cristão que era.
PRIMEIROS SINAIS:
Após a celebração, vieram dois pescadores nos avisar que tinham encontrado cordas, carote de óleo e remo boiando nas águas, e que teriam sido lançadas ao meu pai quando ele caiu no rio! Ficamos esperançosos de novo, pelo menos agora os sinais estavam sendo visíveis. Iríamos encontrá-lo com a intercessão de Nossa Senhora, disso eu não tinha dúvida nenhuma!
Meus irmãos de caminhada, amigos e alguns parentes mais chegados passaram a noite conosco. Doparam-me para eu descansar um pouco, mas não queria dormir, queria ficar lúcida! Tinha alguém que me sustentava: O Espírito Santo, não precisava de remédios!
Minha mãe não conseguiu descansar, nem minha avó Carmosina e minha tia Elza que vieram de Belém representando a família de minha mãe. Ninguém conseguiu descansar! Passamos a noite! Como estávamos sob efeito de medicação, nosso sono era de cochilo. Eu acordava sobressaltada e gritando! Mas Deus colocou muitos anjos ao meu lado e de toda a minha família! Muito obrigada Senhor!
Assim o Rio Amazonas se torna o cenário principal da história da minha família:
Como a maré estava secando, boa parte do rio estava com suas margens já de fora. Então descemos as escadas da beira rio, já no final da orla do bairro Perpétuo Socorro e saímos a procurar em baixo de paus que são trazidos pelas águas e embaixo das árvores. Andávamos pela praia que se forma quando as água baixam, de terço nas mãos, rezando sem parar a Nossa Senhora para que ela nos mostrasse onde estava o meu pai vivo, ou o seu corpo. Era humanamente impossível que ele estivesse vivo! Não podíamos perder as esperanças.
Eram por volta das 08h00min quando começamos nossas buscas. Cada esconderijo do rio era verificado nos mínimos detalhes, pois não podíamos deixar nada passar em branco. Mas nada! Não tínhamos sinal nenhum! Era frustrante e ao mesmo tempo lá no íntimo de cada um de nós, nascia à esperança novamente!
Andamos por mais de seis horas e resolvemos voltar para a cidade, logo a maré encheria e poderíamos ficar ilhados em algum ponto da praia.
Já pela parte da tarde, não havia mais o que fazer por nossa equipe. Agora era esperar os grupos de amigos, de parentes e do corpo de bombeiros para ver se tinham notícias melhores que as nossa. A maré estava cheia novamente e só o resgate agora é que poderia continuar com as buscas.
O terço continuava a ser feito com Nossa Senhora. Eu tive uma visualização que nossa Mãe Maria, segurava em suas mãos um grande coração em uma redoma de vidro e a Lindalva confirmava dizendo que aquele coração era o de Jesus que sustentava a todos nós em seu Sacratíssimo coração!Que estávamos todos sendo protegidos e amparados por Jesus!
Ninguém arredou o pé da nossa casa, e mais gente iam chegando! Muitos curiosos, os meios de comunicação, todos queriam saber o desfecho da nossa triste história.
Anoiteceu! O Pe. Paulo Roberto marcou uma celebração em casa para as 18h00min e um Ofício para Nossa Senhora, e pediu a ela que nos mostrasse ou trouxesse o corpo do meu pai para ser dignamente velado e enterrado, como cristão que era.
PRIMEIROS SINAIS:
Após a celebração, vieram dois pescadores nos avisar que tinham encontrado cordas, carote de óleo e remo boiando nas águas, e que teriam sido lançadas ao meu pai quando ele caiu no rio! Ficamos esperançosos de novo, pelo menos agora os sinais estavam sendo visíveis. Iríamos encontrá-lo com a intercessão de Nossa Senhora, disso eu não tinha dúvida nenhuma!
Meus irmãos de caminhada, amigos e alguns parentes mais chegados passaram a noite conosco. Doparam-me para eu descansar um pouco, mas não queria dormir, queria ficar lúcida! Tinha alguém que me sustentava: O Espírito Santo, não precisava de remédios!
Minha mãe não conseguiu descansar, nem minha avó Carmosina e minha tia Elza que vieram de Belém representando a família de minha mãe. Ninguém conseguiu descansar! Passamos a noite! Como estávamos sob efeito de medicação, nosso sono era de cochilo. Eu acordava sobressaltada e gritando! Mas Deus colocou muitos anjos ao meu lado e de toda a minha família! Muito obrigada Senhor!
A DESPEDIDA - 08/12/1999
Acordei em questões de segundos, não sei precisar o tempo, mas era como se tivesse apagado uma eternidade! Meu pai baterá na porta do meu quarto por volta das 00h30min. para se despedir de mim! Nossa! Ele me acordou, e me chamou dizendo que já ia viajar, me abençoou e me abraçou como nunca tinha feito antes! Meu Deus se eu soubesse...
Eu e minha mãe fomos deixá-lo até a porta, enquanto ele esperava o táxi que o iria levar até o cais do porto. Naquela noite o céu não estava brilhando com suas estrelas e nem a lua dava o ar de sua graça. Era uma noite escura, como as de S. João da Cruz! Era o nosso deserto que teríamos que atravessar com o Senhor e que ainda não sabíamos! Uma noite com muito vento, muitas ondas que agitavam o rio-mar da nossa cidade.
Em frente de nossa casa, haviam três árvores plantadas por nós: eu, papai e mamãe quando nos mudamos para nossa própria casa nos idos dos anos 80, e que são imensas e frondosas. Elas pareciam de papéis, tão frágeis aquele vento impetuoso que as agitava que pareciam que suas raízes não suportariam e elas cairiam sobre a nossa casa!
Meu pai se apoiou em uma delas, que ficava bem na frente de casa e mais uma vez eu e mamãe pedimos que ele não fosse viajar, pelo menos não naquele dia! Queríamos que ele ficasse para os festejos de Nª. Sra. Da Conceição, ao que ele disse que nós éramos medrosas e que nada de mal iria acontecer a ele e nem a nós!
Naquele momento confirmei com um amém e o Senhor me fez recordar a passagem em Mt 8,23-27, em que Ele acalmava o mar, e disse-o a papai e afirmei que Ele acalmaria o mar naquela hora, no que ele me respondeu: - “Então fiquem com Ele que eu já vou com Ele. Já entreguei vocês e nossa casa a Ele”. Neste momento, eu vi em meu pai o rosto do pai dele, meu avô, num largo sorriso (os dois amam sorrir), com um chapéu de palha que ele costumava usar quando viajava para a sua fazenda, em seu barco. Falei para a mamãe e ela disse que claro que era o meu pai, pois ele era o mais parecido com o vovô! E eu dizia: “- Não mãe, não é o papai, é o meu avô!” E ela não entendia o que eu estava dizendo... O taxi chegou, papai se despediu mais uma vez, com um sorriso lindo nos lábios, feliz, como se soubesse que iria se encontrar com o Altíssimo, pois ninguém conseguiu persuadi-lo a não viajar! Essa foi à última vez que o vimos com vida!
TRISTEZA DA SEPARAÇÃO!QUASE PERDI MINHA FÉ!
Voltei para a cama e rapidamente adormeci. Fui despertada as 02h15min. pelo toque do telefone e atendi com o coração a mil! Do outro lado, não era o Marcelo, mas um afilhado do meu pai, que estava no mesmo barco que ele, para nos dar a triste notícia que meu pai caíra no rio, e que já havia chamado o corpo de bombeiros para procurá-lo!
Meu mundo caiu! Minha fé se abalou! Eu fiquei petrificada e reagi não com o coração, mas com a razão! Ouvi tudo o que este rapaz me dizia! Eu disse que iria contar a minha mãe e depois iria até ao cais para resolver esse problema! Desliguei o telefone e cai ao chão como se quisesse que um buraco existisse ali para me enterrar viva!
Blasfemei contra Deus! Exigia que Ele não deixasse que meu pai morresse! Argumentei com Sua própria palavra em Is 43, 2-3 que se eu tivesse que atravessar a água, estaria comigo, etc. eu não queria ser mais que o mestre, mas era como se quisesse lembrar ao Senhor as promessa que Ele me fizera quando comecei minha caminhada com Ele! Misericórdia meu Senhor! Tende piedade de mim!
Minhas lágrimas não vinham, estava seca como uma terra árida e sem vida! Minhas forças acabaram, e não conseguia coordenar meus pensamentos! Queria levantar e não conseguia, queria morrer, mas a morte não me queria! Ainda não era a minha hora! Queria gritar, mas meu grito sufocado dava lugar a um imenso vazio, um imenso silêncio! Os minutos se arrastavam em milésimos de segundos e estes em tempo incontáveis... O Senhor Jesus parou o tempo na minha vida e então, me fez renascer da água e do espírito!Glórias a Deus!
Sentia uma força tão grande que meu corpo tremia e como uma energia, ia eletrificando meu corpo, começando nos meus pés e subindo até o centro da minha cabeça! Meu Deus, como és Maravilhoso! Seu Espírito Santo me plenificava, me enchia de vida, de temor de Deus, de Amor. Meu coração era uma rocha, uma fortaleza! Aleluia!
As lágrimas começaram a descer pelo meu rosto, e eu gritava e ninguém acordava! E eu continuava a perguntar ao Senhor, já bem mais crente, como eu iria acordar minha mãe e contar o desaparecimento do meu pai?.Perguntava como, após longos anos de casamento, chegar a ela e dizer: - “Mãe, o homem que viveu uma vida contigo, está morto!” Como eu iria contar isso a ela??!!
Chorei bastante por alguns minutos que pareciam horas, e quando levantei, não era mais um “Saulo” da vida, mas um “Paulo”, cheio do Poder do Espírito Santo! Glórias a Deus! Então peguei o telefone e não sabia primeiro a quem ligar.
Pensei em duas pessoas: Lindaci (ela estava dormindo na casa de uma amiga e não sabia o telefone de lá) e o Robério (mas não achava justo acordá-lo naquele momento), mas liguei ao Marcelo e depois a Lindalva, irmã da Lindaci.
Falei com o Marcelo e disse o que estava acontecendo. Pedi que viesse antes de eu contar para a minha mãe. Ele disse que já estava saindo de sua casa e que não conseguia mais dormir, porque só pensava no pesadelo que tinha contado a ele e Jesus o fez entrar em intercessão direto por mim e minha família. Ele é o que mora mais perto da mina casa, apenas quatro quarteirões. Os minutos não passavam, e ele não chegava. Liguei para a Lindalva que morava mais longe do que ele, e chegou antes dele.
A Lindalva é devotíssima de Nossa Senhora! Pediu logo a intercessão para um taxi bem rápido surgir em seu caminho, o que foi prontamente atendida por nossa mãe!Glórias a Deus!
Alguns minutos ela estava em casa e logo atrás o Marcelo. Sentamos juntos, choramos e antes de qualquer atitude em relação a minha mãe e aos meus filhos, Lindalva e Marcelo pediram para nós fazermos um terço a Nossa Senhora e que quando acabássemos de rezar, chamaria a minha mãe e ela já iria saber, pois Maria já estava na frente!
Assim aconteceu: Quando bati na porta do quarto da minha mãe, ela abriu dizendo: “- Eu sei, teu pai está morto! Não minta pra mim, eu sei! Jesus me disse no meu coração!” Eu ainda tentei argumentar, mas ela tinha a certeza, como poderia ainda consolá-la? Então ela me abraçou, choramos juntas e ela me pediu que eu cumprisse a missão de anunciar a família o que tinha acontecido, pois ela não tinha forças para nada!
Minha mãe também revelou a nós que ela na véspera da viagem do meu pai, viu um caixão no nosso pátio e a aliança dela se partiu! Ela não quis contar antes para não ficar pensando bobagens e levar para o lado das superstições! Deus seja louvado por isso!
Deixei-a com a Lindalva rezando outro terço, e com o Marcelo comecei a ligar e acordar os parentes próximos e os vizinhos. A noite era longa e escura. Passava tudo, menos as horas!A escuridão, e o vento eram longos demais! Não estavam em harmonia nesta noite! Nada favorecia!
Fui até o cais com a minha prima Alda e o Marcelo ver se já haviam encontrado alguma coisa que pude identificar o meu pai. Nada! O rio-mar estava tão revolto que banhava a rua da beira-rio!Era impossível encontrar meu pai naquela escuridão, naquela situação! Me pus a caminho do Corpo de Bombeiros! Gritei com Comandante, supliquei que ele colocasse mais uma vez sua guarnição a procura do meu pai. Ele pacientemente, me consolou, me acalmou e pediu que aguardássemos até o amanhecer! Não era possível colocar mais pessoas em perigo! Era perigoso demais! Ainda eram 04h30min. da madrugada!Mais uma vez as lágrimas caiam do meu rosto!
A família foi toda mobilizada! Meus filhos e meu irmão foram os únicos que não sabiam de nada! Dormiam como anjos e minha mãe disse que só contaria a eles ao amanhecer! Deus sabe o que faz sempre!
Aos poucos, amigos e parentes iam ao caís em busca de notícias, enquanto lentamente o dia amanhecia! É tão bonito o amanhecer! Mas não conseguia ver essa beleza com os olhos do coração! Via da carne! E eles estavam cegos de dor, de tristezas!
As 06h00min voltei para casa para descansar um pouco, nada mais havia a ser feito! Agora era hora de cair na real! Mas quem foi que disse que “os filhos de Deus se entregam as desgraças da vida??!! O que mais eu poderia perder?? Será que estava pronta a dar minha vida por alguém? Acreditei eu que não! Então disse a minha mãe que iria procurar também o corpo do meu pai e que não voltaria sem ele!
Prontamente meus irmãos de fé e minha prima Patrícia, que já havia morado conosco, disseram que iriam comigo e que só voltaríamos com o corpo do papai. Peguei uma mochila e abasteci com água mineral e alguns pacotes de biscoitos e saímos de terço na mão e com Jesus no coração em nossa missão! Agora não era mais só minha, encontrará mais pessoas: Patricia, Lilian, Rúbia, Marcelo, Carla, Orivanda e mais alguns irmãos que no momento não recordo os nomes. Sei que éramos quase 11 pessoas a procura do meu pai.
Eu e minha mãe fomos deixá-lo até a porta, enquanto ele esperava o táxi que o iria levar até o cais do porto. Naquela noite o céu não estava brilhando com suas estrelas e nem a lua dava o ar de sua graça. Era uma noite escura, como as de S. João da Cruz! Era o nosso deserto que teríamos que atravessar com o Senhor e que ainda não sabíamos! Uma noite com muito vento, muitas ondas que agitavam o rio-mar da nossa cidade.
Em frente de nossa casa, haviam três árvores plantadas por nós: eu, papai e mamãe quando nos mudamos para nossa própria casa nos idos dos anos 80, e que são imensas e frondosas. Elas pareciam de papéis, tão frágeis aquele vento impetuoso que as agitava que pareciam que suas raízes não suportariam e elas cairiam sobre a nossa casa!
Meu pai se apoiou em uma delas, que ficava bem na frente de casa e mais uma vez eu e mamãe pedimos que ele não fosse viajar, pelo menos não naquele dia! Queríamos que ele ficasse para os festejos de Nª. Sra. Da Conceição, ao que ele disse que nós éramos medrosas e que nada de mal iria acontecer a ele e nem a nós!
Naquele momento confirmei com um amém e o Senhor me fez recordar a passagem em Mt 8,23-27, em que Ele acalmava o mar, e disse-o a papai e afirmei que Ele acalmaria o mar naquela hora, no que ele me respondeu: - “Então fiquem com Ele que eu já vou com Ele. Já entreguei vocês e nossa casa a Ele”. Neste momento, eu vi em meu pai o rosto do pai dele, meu avô, num largo sorriso (os dois amam sorrir), com um chapéu de palha que ele costumava usar quando viajava para a sua fazenda, em seu barco. Falei para a mamãe e ela disse que claro que era o meu pai, pois ele era o mais parecido com o vovô! E eu dizia: “- Não mãe, não é o papai, é o meu avô!” E ela não entendia o que eu estava dizendo... O taxi chegou, papai se despediu mais uma vez, com um sorriso lindo nos lábios, feliz, como se soubesse que iria se encontrar com o Altíssimo, pois ninguém conseguiu persuadi-lo a não viajar! Essa foi à última vez que o vimos com vida!
TRISTEZA DA SEPARAÇÃO!QUASE PERDI MINHA FÉ!
Voltei para a cama e rapidamente adormeci. Fui despertada as 02h15min. pelo toque do telefone e atendi com o coração a mil! Do outro lado, não era o Marcelo, mas um afilhado do meu pai, que estava no mesmo barco que ele, para nos dar a triste notícia que meu pai caíra no rio, e que já havia chamado o corpo de bombeiros para procurá-lo!
Meu mundo caiu! Minha fé se abalou! Eu fiquei petrificada e reagi não com o coração, mas com a razão! Ouvi tudo o que este rapaz me dizia! Eu disse que iria contar a minha mãe e depois iria até ao cais para resolver esse problema! Desliguei o telefone e cai ao chão como se quisesse que um buraco existisse ali para me enterrar viva!
Blasfemei contra Deus! Exigia que Ele não deixasse que meu pai morresse! Argumentei com Sua própria palavra em Is 43, 2-3 que se eu tivesse que atravessar a água, estaria comigo, etc. eu não queria ser mais que o mestre, mas era como se quisesse lembrar ao Senhor as promessa que Ele me fizera quando comecei minha caminhada com Ele! Misericórdia meu Senhor! Tende piedade de mim!
Minhas lágrimas não vinham, estava seca como uma terra árida e sem vida! Minhas forças acabaram, e não conseguia coordenar meus pensamentos! Queria levantar e não conseguia, queria morrer, mas a morte não me queria! Ainda não era a minha hora! Queria gritar, mas meu grito sufocado dava lugar a um imenso vazio, um imenso silêncio! Os minutos se arrastavam em milésimos de segundos e estes em tempo incontáveis... O Senhor Jesus parou o tempo na minha vida e então, me fez renascer da água e do espírito!Glórias a Deus!
Sentia uma força tão grande que meu corpo tremia e como uma energia, ia eletrificando meu corpo, começando nos meus pés e subindo até o centro da minha cabeça! Meu Deus, como és Maravilhoso! Seu Espírito Santo me plenificava, me enchia de vida, de temor de Deus, de Amor. Meu coração era uma rocha, uma fortaleza! Aleluia!
As lágrimas começaram a descer pelo meu rosto, e eu gritava e ninguém acordava! E eu continuava a perguntar ao Senhor, já bem mais crente, como eu iria acordar minha mãe e contar o desaparecimento do meu pai?.Perguntava como, após longos anos de casamento, chegar a ela e dizer: - “Mãe, o homem que viveu uma vida contigo, está morto!” Como eu iria contar isso a ela??!!
Chorei bastante por alguns minutos que pareciam horas, e quando levantei, não era mais um “Saulo” da vida, mas um “Paulo”, cheio do Poder do Espírito Santo! Glórias a Deus! Então peguei o telefone e não sabia primeiro a quem ligar.
Pensei em duas pessoas: Lindaci (ela estava dormindo na casa de uma amiga e não sabia o telefone de lá) e o Robério (mas não achava justo acordá-lo naquele momento), mas liguei ao Marcelo e depois a Lindalva, irmã da Lindaci.
Falei com o Marcelo e disse o que estava acontecendo. Pedi que viesse antes de eu contar para a minha mãe. Ele disse que já estava saindo de sua casa e que não conseguia mais dormir, porque só pensava no pesadelo que tinha contado a ele e Jesus o fez entrar em intercessão direto por mim e minha família. Ele é o que mora mais perto da mina casa, apenas quatro quarteirões. Os minutos não passavam, e ele não chegava. Liguei para a Lindalva que morava mais longe do que ele, e chegou antes dele.
A Lindalva é devotíssima de Nossa Senhora! Pediu logo a intercessão para um taxi bem rápido surgir em seu caminho, o que foi prontamente atendida por nossa mãe!Glórias a Deus!
Alguns minutos ela estava em casa e logo atrás o Marcelo. Sentamos juntos, choramos e antes de qualquer atitude em relação a minha mãe e aos meus filhos, Lindalva e Marcelo pediram para nós fazermos um terço a Nossa Senhora e que quando acabássemos de rezar, chamaria a minha mãe e ela já iria saber, pois Maria já estava na frente!
Assim aconteceu: Quando bati na porta do quarto da minha mãe, ela abriu dizendo: “- Eu sei, teu pai está morto! Não minta pra mim, eu sei! Jesus me disse no meu coração!” Eu ainda tentei argumentar, mas ela tinha a certeza, como poderia ainda consolá-la? Então ela me abraçou, choramos juntas e ela me pediu que eu cumprisse a missão de anunciar a família o que tinha acontecido, pois ela não tinha forças para nada!
Minha mãe também revelou a nós que ela na véspera da viagem do meu pai, viu um caixão no nosso pátio e a aliança dela se partiu! Ela não quis contar antes para não ficar pensando bobagens e levar para o lado das superstições! Deus seja louvado por isso!
Deixei-a com a Lindalva rezando outro terço, e com o Marcelo comecei a ligar e acordar os parentes próximos e os vizinhos. A noite era longa e escura. Passava tudo, menos as horas!A escuridão, e o vento eram longos demais! Não estavam em harmonia nesta noite! Nada favorecia!
Fui até o cais com a minha prima Alda e o Marcelo ver se já haviam encontrado alguma coisa que pude identificar o meu pai. Nada! O rio-mar estava tão revolto que banhava a rua da beira-rio!Era impossível encontrar meu pai naquela escuridão, naquela situação! Me pus a caminho do Corpo de Bombeiros! Gritei com Comandante, supliquei que ele colocasse mais uma vez sua guarnição a procura do meu pai. Ele pacientemente, me consolou, me acalmou e pediu que aguardássemos até o amanhecer! Não era possível colocar mais pessoas em perigo! Era perigoso demais! Ainda eram 04h30min. da madrugada!Mais uma vez as lágrimas caiam do meu rosto!
A família foi toda mobilizada! Meus filhos e meu irmão foram os únicos que não sabiam de nada! Dormiam como anjos e minha mãe disse que só contaria a eles ao amanhecer! Deus sabe o que faz sempre!
Aos poucos, amigos e parentes iam ao caís em busca de notícias, enquanto lentamente o dia amanhecia! É tão bonito o amanhecer! Mas não conseguia ver essa beleza com os olhos do coração! Via da carne! E eles estavam cegos de dor, de tristezas!
As 06h00min voltei para casa para descansar um pouco, nada mais havia a ser feito! Agora era hora de cair na real! Mas quem foi que disse que “os filhos de Deus se entregam as desgraças da vida??!! O que mais eu poderia perder?? Será que estava pronta a dar minha vida por alguém? Acreditei eu que não! Então disse a minha mãe que iria procurar também o corpo do meu pai e que não voltaria sem ele!
Prontamente meus irmãos de fé e minha prima Patrícia, que já havia morado conosco, disseram que iriam comigo e que só voltaríamos com o corpo do papai. Peguei uma mochila e abasteci com água mineral e alguns pacotes de biscoitos e saímos de terço na mão e com Jesus no coração em nossa missão! Agora não era mais só minha, encontrará mais pessoas: Patricia, Lilian, Rúbia, Marcelo, Carla, Orivanda e mais alguns irmãos que no momento não recordo os nomes. Sei que éramos quase 11 pessoas a procura do meu pai.
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VÉSPERA DA TRAGÉDIA - 1999
MADRUGADA DO DIA 08/12/1999
Na véspera da tragédia, quando cheguei em casa por volta das 22:h00min. mais ou menos, todos já estavam deitados, exceto o Max, meu filho, que veio ao meu encontro e eu disse que queria orar com ele assim que ele saísse do banho, ao que ele afirmou que sim. Então fui até o quarto do papai e fui tomar sua benção antes de dormir e pedir a ele que me acordasse de madrugada, quando ele estivesse saindo para sua viagem para a fazenda do meu avô. Era sagrado todos se despedirem dele antes de ele viajar. Ele acordava um por um e dava sua benção. Aí que saudades pai!Que falta fará tua benção sobre teus filhos e netos!Agora só as bênçãos do céu!
Naquela noite tudo foi diferente. Ele se despediu de meu irmão e de meus filhos cedo, pois eles pediram que não os acordassem de madrugada, e assim foi feito. Papai abraçou a todos, deu a “mesada” de cada um, como sempre fazia quando viajava e foi deitar.
Fui para o meu quarto com o Max e fomos orar com o Senhor. Cada palavra inspirada pelo Espírito Santo de Deus dita ao meu filho, por mim, nossas lágrimas caiam sobre nossas faces. Nos perdoamos e proclamamos a Palavra de Deus.
Na hora de partilharmos nossa vida, meu filho me dizia que tudo o que eu falava, ele já sabia, era como se ele lesse meus pensamentos. Então ele dizia que não conseguia entender o porquê daquilo estar acontecendo. Ele dizia que antes mesmo de eu falar, ele já sabia o que eu iria dizer a ele. Pura unidade no Espírito Santo! Glórias a Deus!
Max me revelou que o Senhor disse a ele, que ele não tivesse medo, pois algo muito sério iria acontecer a nossa família, mas que ele não se preocupasse, que apenas confiasse nEle que tudo estaria nas Suas mãos. Agradecemos e louvamos a Deus por tudo e por todos e pela falta de entendimento do Max em querer saber os desígnios de Deus que não compete aos homens quando Ele não quer.
Então o Senhor deu uma Palavra para eu dar ao Max em João 3, 3-15, que fala sobre nascer da água e do espírito, e que ele antes de dormir, orasse com está passagem.
Terminamos nossa oração e meu filho foi para o seu quarto. Eu fui deitar e como já eram 23h30min. Eu rapidamente adormeci. Acordei sobressaltada, pois havia tido um pesadelo em que via uma pessoa sendo atacada por uma serpente. Ela dava botes e mais botes nesta pessoa que estava de costas, e eu não podia ver quem era e eu gritava que em Nome de Jesus, pelas Suas chagas, que ela deixasse essa pessoa em paz! E a serpente continuava querendo picar a pessoa, mas não conseguia. Eu continuava a repreender por Maria Santíssima que esmagou a cabeça da serpente que a serpente deixasse aquela pessoa! Então eu vi atrás de mim, alguém de mãos postas, intercedendo junto comigo e acordei com o toque do telefone. Tenho certeza que era Nossa Senhora intercedendo comigo no sonho. Não podia ver quem era mais sei que era ela. Deus seja louvado!
Ao atender ao telefone, era o coordenador do meu grupo de oração, o Marcelo que estava orando em sua casa porque sua filha Ana Rita estava doente e não conseguia adormecer, e ele foi levado pelo Senhor a interceder por mim e por minha família. Então ligou para saber como eu estava. Que benção meu Deus!
Contei ao Marcelo do pesadelo que tive e ele pediu que orássemos juntos pelo telefone por nossa famílias e as consagrasse a Nossa Senhora. Antes mesmo de terminarmos a última oração, quando estávamos quase no final do Pai Nosso, eu comecei a sentir uma dor tão forte na minha coluna, como se alguém quebrasse todas as minhas vértebras, e falei ao Marcelo que não estava agüentando a dor e ele foi dizendo para eu confiar no Senhor e que iria interceder por mim, eu desliguei o telefone e fui terminando o Pai nosso, me contorcendo na cama e não, sei! Acredito que tive uma espécie de desmaio!
Na véspera da tragédia, quando cheguei em casa por volta das 22:h00min. mais ou menos, todos já estavam deitados, exceto o Max, meu filho, que veio ao meu encontro e eu disse que queria orar com ele assim que ele saísse do banho, ao que ele afirmou que sim. Então fui até o quarto do papai e fui tomar sua benção antes de dormir e pedir a ele que me acordasse de madrugada, quando ele estivesse saindo para sua viagem para a fazenda do meu avô. Era sagrado todos se despedirem dele antes de ele viajar. Ele acordava um por um e dava sua benção. Aí que saudades pai!Que falta fará tua benção sobre teus filhos e netos!Agora só as bênçãos do céu!
Naquela noite tudo foi diferente. Ele se despediu de meu irmão e de meus filhos cedo, pois eles pediram que não os acordassem de madrugada, e assim foi feito. Papai abraçou a todos, deu a “mesada” de cada um, como sempre fazia quando viajava e foi deitar.
Fui para o meu quarto com o Max e fomos orar com o Senhor. Cada palavra inspirada pelo Espírito Santo de Deus dita ao meu filho, por mim, nossas lágrimas caiam sobre nossas faces. Nos perdoamos e proclamamos a Palavra de Deus.
Na hora de partilharmos nossa vida, meu filho me dizia que tudo o que eu falava, ele já sabia, era como se ele lesse meus pensamentos. Então ele dizia que não conseguia entender o porquê daquilo estar acontecendo. Ele dizia que antes mesmo de eu falar, ele já sabia o que eu iria dizer a ele. Pura unidade no Espírito Santo! Glórias a Deus!
Max me revelou que o Senhor disse a ele, que ele não tivesse medo, pois algo muito sério iria acontecer a nossa família, mas que ele não se preocupasse, que apenas confiasse nEle que tudo estaria nas Suas mãos. Agradecemos e louvamos a Deus por tudo e por todos e pela falta de entendimento do Max em querer saber os desígnios de Deus que não compete aos homens quando Ele não quer.
Então o Senhor deu uma Palavra para eu dar ao Max em João 3, 3-15, que fala sobre nascer da água e do espírito, e que ele antes de dormir, orasse com está passagem.
Terminamos nossa oração e meu filho foi para o seu quarto. Eu fui deitar e como já eram 23h30min. Eu rapidamente adormeci. Acordei sobressaltada, pois havia tido um pesadelo em que via uma pessoa sendo atacada por uma serpente. Ela dava botes e mais botes nesta pessoa que estava de costas, e eu não podia ver quem era e eu gritava que em Nome de Jesus, pelas Suas chagas, que ela deixasse essa pessoa em paz! E a serpente continuava querendo picar a pessoa, mas não conseguia. Eu continuava a repreender por Maria Santíssima que esmagou a cabeça da serpente que a serpente deixasse aquela pessoa! Então eu vi atrás de mim, alguém de mãos postas, intercedendo junto comigo e acordei com o toque do telefone. Tenho certeza que era Nossa Senhora intercedendo comigo no sonho. Não podia ver quem era mais sei que era ela. Deus seja louvado!
Ao atender ao telefone, era o coordenador do meu grupo de oração, o Marcelo que estava orando em sua casa porque sua filha Ana Rita estava doente e não conseguia adormecer, e ele foi levado pelo Senhor a interceder por mim e por minha família. Então ligou para saber como eu estava. Que benção meu Deus!
Contei ao Marcelo do pesadelo que tive e ele pediu que orássemos juntos pelo telefone por nossa famílias e as consagrasse a Nossa Senhora. Antes mesmo de terminarmos a última oração, quando estávamos quase no final do Pai Nosso, eu comecei a sentir uma dor tão forte na minha coluna, como se alguém quebrasse todas as minhas vértebras, e falei ao Marcelo que não estava agüentando a dor e ele foi dizendo para eu confiar no Senhor e que iria interceder por mim, eu desliguei o telefone e fui terminando o Pai nosso, me contorcendo na cama e não, sei! Acredito que tive uma espécie de desmaio!
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O SÉTIMO DIA 1999
MACAPÁ,14 /12/1999 –
Hoje é a Missa do 7º dia da Páscoa do meu amado pai Celso Dias, o meu “lobão” e a todas as almas do purgatório. Com Jesus tudo se faz novo!
Pai Celso que Deus te conceda o eterno descanso e que tenha misericórdia de nós aqui na terra.
Nossa família sente tua falta, sente saudades infinitas. Fica em paz porque Jesus é o nosso refúgio, a nossa fortaleza. Obrigada meu Deus pelo pai maravilhoso e amigo que tu me deste, foi o único que conheci. Te louvo meu Senhor! Amém.
Após a Celebração da Missa algumas pessoas vieram até a nossa casa e fizemos um louvor a Deus!
Quero registrar tudo o que estamos vivendo desde a véspera da morte do meu pai, o que Deus fazia e faz, o que o Senhor já dava como moções do Seu Espírito ao que Ele permitiria que acontecesse com nossa família! Eram tão claros os sinais, mas quase sempre estamos cegos e não vemos o claro, o óbvio!Deus seja louvado e que tenha misericórdia de nós!
Dói cada lembrança, cada momento, cada expectativa, cada esperança, mas tenho que escrever, para que um dia, meus filhos e aqueles que acreditam que Deus nos abandona nas dificuldades e na hora da partida de alguém para Ele, que “Deus em Sua infinita compaixão e amor, nos toma nos braços e cura-nos, nos acalenta e envia-nos o Seu Espírito para nos ajudar a superarmos a dor da morte e percebermos que Ele nos dá a Vida Eterna!”
Hoje é a Missa do 7º dia da Páscoa do meu amado pai Celso Dias, o meu “lobão” e a todas as almas do purgatório. Com Jesus tudo se faz novo!
Pai Celso que Deus te conceda o eterno descanso e que tenha misericórdia de nós aqui na terra.
Nossa família sente tua falta, sente saudades infinitas. Fica em paz porque Jesus é o nosso refúgio, a nossa fortaleza. Obrigada meu Deus pelo pai maravilhoso e amigo que tu me deste, foi o único que conheci. Te louvo meu Senhor! Amém.
Após a Celebração da Missa algumas pessoas vieram até a nossa casa e fizemos um louvor a Deus!
Quero registrar tudo o que estamos vivendo desde a véspera da morte do meu pai, o que Deus fazia e faz, o que o Senhor já dava como moções do Seu Espírito ao que Ele permitiria que acontecesse com nossa família! Eram tão claros os sinais, mas quase sempre estamos cegos e não vemos o claro, o óbvio!Deus seja louvado e que tenha misericórdia de nós!
Dói cada lembrança, cada momento, cada expectativa, cada esperança, mas tenho que escrever, para que um dia, meus filhos e aqueles que acreditam que Deus nos abandona nas dificuldades e na hora da partida de alguém para Ele, que “Deus em Sua infinita compaixão e amor, nos toma nos braços e cura-nos, nos acalenta e envia-nos o Seu Espírito para nos ajudar a superarmos a dor da morte e percebermos que Ele nos dá a Vida Eterna!”
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MACAPÁ, 13/12/1999 – SEGUNDA-FEIRA
Estamos no quinto dia de luto e fazendo o terço por papai e por cada um de nós.
Pai Celso, saudades eternas e te amo muito! Nós teus filhos, tua esposa que viveu a fidelidade a ti, a família, ao casamento ao teu lado. Está é a tua família papai. Como vamos seguir só Deus é quem sabe!
Oh Jesus dá-me forças para honrar sempre o nome do meu pai, mesmo que o caluniem e persigam a nossa família. Misericórdia Jesus, por mim e por todos os que nos ofenderem. Entrego todos nas tuas mãos, especialmente a família do meu pai. Daí-lhes fé, amor, perdão, arrependimento de suas línguas sujas e a conversão Senhor, para Te buscar. Lava-os com teu Sangue Redentor, e muito obrigado por estares do lado dos oprimidos.
Durante o terço, eu estava muito inquieta, não queria estar aqui em casa. Queria estar na Missa da RCC, que acontece todas as segundas-feiras. Então pedi para a Lindalva conduzir o terço o mais breve possível. Que ela não meditasse nada, pois os terços da RCC são meditativos e contemplativos, quem estiver com pressa, vai aprender a esperar!
Quando o terço iniciou eu mais apreensiva estava. Meu coração pedia a Eucaristia. E Jesus só faltava gritar em meu coração a passagem do jovem que queria primeiro enterrar o seu pai para depois seguir Jesus. E o Senhor dizia a mim: “Deixai os mortos enterrar os seus mortos”. Fui até a Lindalva e sussurrei no seu ouvido o que Jesus me dissera, ela sorriu e disse que daria tempo de sobra para depois do terço chegarmos a tempo à Celebração da Missa.
Foi um dos terços mais demorados que já fiz na vida!(risos) Parece que cada mistério orado nunca terminaria. E Lindalva me lançava um olhar de confiança e que eu tivesse paciência. Quando o terço acabou por volta das19h40minmin. nos despedimos rapidamente da família, dos vizinhos e dos amigos, eu chamei um taxi e chegamos a igreja no momento do ato penitencial.
No caminho, eu e Lindalva sorríamos com o acontecido, porque ela também estava desejosa de Jesus, mas precisávamos consolar também aqueles que não se seguraram ainda em Jesus! Glórias a Deus! Além do mais, Lindalva é mariana de coração e Nossa Senhora já intercedia com ela para não perdermos a celebração.
Agora sim, eu estava em um ambiente que eu conhecia que me era bastante familiar e sagrado. Não que minha casa não o seja, mas é que meu coração ansiava por Jesus Eucarístico, e apenas ele poderia suprir a minha carência, a tristeza e a saudade que sentia pelo meu pai. “Verdadeiramente um dia em vossos átrios vale mais que milhares fora deles”- Sl 84,11.
Estamos no quinto dia de luto e fazendo o terço por papai e por cada um de nós.
Pai Celso, saudades eternas e te amo muito! Nós teus filhos, tua esposa que viveu a fidelidade a ti, a família, ao casamento ao teu lado. Está é a tua família papai. Como vamos seguir só Deus é quem sabe!
Oh Jesus dá-me forças para honrar sempre o nome do meu pai, mesmo que o caluniem e persigam a nossa família. Misericórdia Jesus, por mim e por todos os que nos ofenderem. Entrego todos nas tuas mãos, especialmente a família do meu pai. Daí-lhes fé, amor, perdão, arrependimento de suas línguas sujas e a conversão Senhor, para Te buscar. Lava-os com teu Sangue Redentor, e muito obrigado por estares do lado dos oprimidos.
Durante o terço, eu estava muito inquieta, não queria estar aqui em casa. Queria estar na Missa da RCC, que acontece todas as segundas-feiras. Então pedi para a Lindalva conduzir o terço o mais breve possível. Que ela não meditasse nada, pois os terços da RCC são meditativos e contemplativos, quem estiver com pressa, vai aprender a esperar!
Quando o terço iniciou eu mais apreensiva estava. Meu coração pedia a Eucaristia. E Jesus só faltava gritar em meu coração a passagem do jovem que queria primeiro enterrar o seu pai para depois seguir Jesus. E o Senhor dizia a mim: “Deixai os mortos enterrar os seus mortos”. Fui até a Lindalva e sussurrei no seu ouvido o que Jesus me dissera, ela sorriu e disse que daria tempo de sobra para depois do terço chegarmos a tempo à Celebração da Missa.
Foi um dos terços mais demorados que já fiz na vida!(risos) Parece que cada mistério orado nunca terminaria. E Lindalva me lançava um olhar de confiança e que eu tivesse paciência. Quando o terço acabou por volta das19h40minmin. nos despedimos rapidamente da família, dos vizinhos e dos amigos, eu chamei um taxi e chegamos a igreja no momento do ato penitencial.
No caminho, eu e Lindalva sorríamos com o acontecido, porque ela também estava desejosa de Jesus, mas precisávamos consolar também aqueles que não se seguraram ainda em Jesus! Glórias a Deus! Além do mais, Lindalva é mariana de coração e Nossa Senhora já intercedia com ela para não perdermos a celebração.
Agora sim, eu estava em um ambiente que eu conhecia que me era bastante familiar e sagrado. Não que minha casa não o seja, mas é que meu coração ansiava por Jesus Eucarístico, e apenas ele poderia suprir a minha carência, a tristeza e a saudade que sentia pelo meu pai. “Verdadeiramente um dia em vossos átrios vale mais que milhares fora deles”- Sl 84,11.
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